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segunda-feira, 12 de março de 2012

Narrativa que prende
Um dos livros mais conhecidos em todo o mundo e vencedor do Nobel de Literatura, "Cem anos de solidão", do escritor Gabriel Garcia Marquez, ganhou uma versão digital para atrair um público leitor familiarizado com as novas tecnologias e que queiram se aventurar pela fascinante história das gerações "dos Buendia", personagens da obra.
O anúncio dessa versão digitaliza dessa importante obra se deu na semana em que o escritor completou seus 85 anos de vida. As mídias que noticiaram a data falaram do livro Cem Anos de solidão, mas fica claro que diversas obras do Garcia Marquez possuem a mesma qualidade da premiada obra "Cem Anos". Isso porque Marquez possui um estilo que imprime o seu modo de escrever e que está presente em todos os seus livros.
Sheila Maria Cândida pesquisou Marquez para o trabalho de conclusão do curso de Letras na Uern e continuou com as pesquisas na sua pós-graduação. Ela trabalhou especificamente com o livro "Crônica de uma morte anunciada" - (Os títulos das pesquisas foram 'Crônica de Uma Morte Anunciada: uma obra que se revela no tempo e na ação narrativa' e o da pós-graduação 'A Honra Feminina e a Narrativa Hispano-Americana: "um olhar sobre Crônica de Uma Morte Anunciada').
Ela explica que a sua principal característica nessa e em outras obras do escritor está na sua narrativa e a realidade:
"Todos nós estamos inseridos em uma estrutura narrativa, tendo em vista que a construção da nossa história depende inteiramente do quadro de história que já vimos, lemos e até ouvimos, ou seja, é a partir dessas vivências que construímos a nossa. Nas narrativas de ficção, os autores/narradores do texto utilizam-se de recursos disponíveis para estruturar o texto e consequentemente prender o leitor na leitura. Gabriel García Márquez faz isso muito bem em suas obras", ressalta Sheila.
A pesquisadora diz que a obra em questão (Crônica de Uma Morte Anunciada), na qual fundamentou seu trabalho, é considerada como sendo a mais realista de todas as obras do autor, pois além de se tratar de um crime, esse crime foi em defesa da honra.
"O romance fundamenta-se no tema de honra. O autor do texto gira em meio a esse tema e distribui na narração aspectos fundamentais como: tempo, espaço, personagens, narrador e ação narrativa. A distribuição desses aspectos é feita de forma gradual gerando com isso uma leitura atrativa no receptor. Em sua obra, Márquez utiliza-se dos elementos que constroem a narração. É através da forma como eles se apresentam no texto que a história da morte de Santiago Nasar ganha vida e significado", ressalta.
Além da obra que foi objeto de seu estudo, Sheila também leu "O Amor nos tempos do cólera" e "Memórias de Minhas Putas Tristes". "Em todas essas obras me encantou a maneira como o autor trabalha a imagem feminina, o Amor e a Honra".
Sheila agora já pensa em trabalhar o mesmo escritor e suas obras numa proposta de mestrado: "Esse autor me encantou e ainda me encanta.

O escritor
Gabriel Garcia Marquez nasceu no dia 6 de março de 1927 em Aracataca Colômbia. Foi criado por seus avós maternos, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía.
Quando ele tinha oito anos, seu avô morreu, e ele se mudou para a casa de seus pais em Barranquilla, onde seu pai era proprietário de uma farmácia. Seu avô materno Nicolás Márquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, cujas histórias encantavam o menino, e sua avó materna Tranquilina Iguarán, exerceram forte influência nas histórias do autor. Um exemplo são os personagens de Cem Anos de Solidão.
Gabriel estudou em Barranquilla e no Liceu Nacional de Zipaquirá. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites; sua adolescência foi marcada por livros, em especial A Metamorfose, de Franz Kafka. Ao ler a primeira frase do livro, "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso", pensou "então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis?".
Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como jornalista. Teve como seu primeiro trabalho o romance "La Hojarasca" publicado em 1955. Em 1961 publica "Ninguém escreve ao coronel". A obra Relato de um náufrago, muitas vezes é apontada como seu primeiro romance. O escritor colombiano possui obras de ficção e não-ficção, tais como Crônica de uma morte anunciada e El amor en los tiempos del cólera. Em 1967 publica Cem Anos de Solidão, livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração, exemplo único do estilo a partir do então denominado "Realismo Fantástico".
Suas novelas e histórias curtas - fusões entre a realidade e a fantasia - o levaram ao Nobel de Literatura em 1982. Em 2002 publicou sua autobiografia intitulada 'Viver para contar', logo após ter sido diagnosticado com um câncer linfático.

Retirado do Site: www.defato.com/domingo

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